ICM prepara expansão do Fundo Rotativo para a Comercialização Agrícola

Data: 21/11/2019
ICM prepara expansão do Fundo Rotativo para a Comercialização Agrícola

O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) está a envidar esforços com vista à expansão do Fundo Rotativo de Comercialização Agrícola (FRCA), como resposta aos bons resultados que estão a ser alcançados pela Linha de Crédito de Comercialização Agrícola (LCCA) que, em seis meses de implementação, já desembolsou cerca de 70 milhões de meticais, que geraram a compra de cerca de 27.000 toneladas de culturas diversas e beneficiou directamente perto de 12.000 famílias.

Como parte desses esforças, o ICM submeteu, de 13 à 15 de Novembro, os seus quadros a uma acção de formação com vista a capacitá-los para melhor gerirem este instrumento que é implementado sob a gestão da Gapi, SI entanto que instituição Financeira de Desenvolvimento. Esta formação incluiu técnicos da Gapi que intervêm na implementação desta linha de crédito a comercialização.

“A parceria estabelecida com a Gapi, para a constituição desta linha, embora com poucos recursos, tem vindo a ter um impacto significativo no meio rural, com o real acréscimo da renda familiar, facto reconhecido pelo Governo, parceiros de desenvolvimento, autoridades comunitárias locais e pelos principais beneficiários da cadeia de valor da comercialização agrícola”, considerou Mahomed Valá, Director Geral do ICM.

Valá enalteceu o facto de, “não obstante esta primeira fase ter servido de indução e inserção para testarmos vários modelos para a definição da estratégia de financiamento à comercialização agrícola, já estamos a ver resultados animadores”, considerou, acrescentando que “já há diversos parceiros que estão interessados em aderir, o que nos vai permitir expandir o fundo”.

No mesmo diapasão o Presidente da Comissão Executiva (PCE) da Gapi, SI, Adolfo Muholove, congratulou esta parceria estratégica que “visa contribuir para a inclusão económica, financeira e social dos moçambicanos, com principal pendor para camadas mais sensiveis como os jovens e as mulheres”. Muholove disse que esta formação enquadra-se no Serviço de Desenvolvimento Institucional, um dos três pilares da metodologia de intervenção integrada da Gapi, que combina, além deste serviço, a Capacitação e Consultoria Empresarial e os Serviços Financeiros.

“Ao capacitarmos os técnicos do ICM e da Gapi, com vista a melhor enfrentarem os desafios crescentes da comercialização, pretendemos alcançar fundamentalmente dois grandes objectivos: (i) cumprir com o regulamento da LCCA, normas, indicadores e os mais elevados padrões de desempenho; e (ii) garantir uma gestão com taxas de reembolso na ordem de 100% e taxa de carteira em risco na ordem de 0%” – Concluiuo PCE da Gapi.

Neste momento, no qual o número de operaçôes não ascende a 100, a taxa de reembolso, situa-se em 98 por cento, o que é considerado aceitável. Num futuro breve, este mesmo grupo constituído por Delegados do ICM, Gerentes e Técnicos das Delegações Gapi será capacitado também em gestão da comercialização agrícola, metodologias de Monitoria, Coaching, avaliação dos mutuários, entre outros temas de interesse.