Reino da Tailândia doa Arroz

Data: 03/05/2018
Reino da Tailândia doa Arroz

O Reino da Tailândia procedeu à entrega de mil toneladas de arroz para apoio às operações de assistência humanitária às populações afectadas pela seca no sul e centro do país.

A cerimónia de entrega deste apoio foi testemunhada pelo Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique e pelo embaixador do Reino da Tailândia em Moçambique. No evento, esteve igualmente o Director-Geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, por ser a entidade que coordena as operações de assistência humanitária no país.

Falando a imprensa, o Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, explicou que o donativo surge no âmbito do acordo comercial que está a ser implementado, através do qual a Tailândia pretende suprir o défice de arroz no país. Referir que Moçambique tem um défice de trezentas e cinquenta mil toneladas de arroz por ano sendo por isso que a busca de parceiros para o fornecimento deste cereal ao país continua.

Segundo o ministro, “este donativo surge no âmbito do acordo comercial que o Governo tailandês respondeu positivamente à situação de emergência, comunicando que tinha uma doação para o país. De lá para cá fomos acelerar o processo para que fosse materializado. Continuamos empenhados para procurar uma solução para o défice de arroz no país nas várias vertentes, convidando os investidores para produzir arroz em Moçambique ao mesmo tempo procurando um mecanismo financeiro para que o país tenha o arroz. Mas a questão fundamental é que o mesmo chegue ao preço competitivo e ao nível das necessidades de consumo”, ministro da Indústria e Comércio Ragendra de Sousa na cerimónia de entrega de um donativo de mil toneladas de arroz oferecido pelo Governo da Tailândia para as vítimas das calamidades no país.

Por outro lado, João Machatine salientou que a distribuição de alimentos às vítimas das calamidades é uma excepção. “Nós pretendemos com este donativo converter em outros insumos que possam conferir mais resiliência às nossas comunidades. Estamos a nos referir por exemplo da possibilidade de abertura defuros de água nas zonas áridas e semi-áridas, ensinar a população as técnicas de agricultura resiliente à seca, dotar as comunidades de produtos que possam alimentar o gado bovino. Então, está aqui um manancial de acções que poderá ser coberta por este donativo através da sua conversão em serviços”, disse João Machatine director-geral do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades.